
24 de out. de 2008
23 de out. de 2008
20 de out. de 2008
Direto de Uberlândia
Ao cheiro de pequi
Impregnado nos lençóis
Lendo O Samurai Corporativo,
Vulgo
"O mundo é rico
de inimigos".
No café da manhã
Sun Tzu apontou
O dedo indicador
Pra testa do discípulo
Usando o polegar
Como gatilho
Depois disse à recepcionista
"O seu chocolate
Está no frigobar"
& Sun Tzu disse:
"A buceta é a crise do liberalismo"
por daniel faria
19 de out. de 2008
saca a rolha
hoje vinícius de moraes sopraria 95 velinhas!
com josé miguel wisnik, arthur nestrovisk e paula morelenbaum.
palavra e música - parte II (1/4)
com josé miguel wisnik, arthur nestrovisk e paula morelenbaum.
18 de out. de 2008
Talvez o grão do chão tenha a razão que falta para acabar o adobe da casa
Por se misturar com capim ou palha, vai ficar firme no lugar
Talvez o nome no trono
E o diamante
Não segurem por tamanho a alavanca de câmbio das recurvas do vento
Talvez o passatempo, o relento, o suor, o desenvolver
O sol do dia, a lua da noite te acordem por dormir e levantar
E segue sem adiar dispensar o que passou
O brilho do sol de amanhã
Trará as pilhas ou a entonação
Talvez
E compartilhe um bom dia
A bengala, a bermuda, o cabelinho lambido de lado
Qual a cara da sua idade?
Viva em novo recomeçar
Enquanto pode.
14 de out. de 2008
frON THE ROCKS antigos
Verso Satânico
por marcus tulius morais
publicado em algum lugar do passado
11 de out. de 2008
3 de out. de 2008
1 de out. de 2008
safra rara
COMPLEXO DE CASTRO ALVES - Leva os poetas a delirar se imaginando numa tribuna em praça pública, cercado por um mar de povo, recebendo o brado do seu bardo, o verbo quente e a exortação para a ação. Os poetas afetados deste mal substituem a ação pela palavra.
COMPLEXO DE MACHADO DE ASSIS - Manisfesta-se em um desejo irreprimível de entrar para o Serviço Público. Levar vida reservada e tímida. Ter atitudes ambíguas sobre os problemas da comunidade. Esperar a glória, pacientemente. Alguns casos mais graves levam os pacientes a fundar academias.
COMPLEXO DE JORGE AMADO - Leva os pacientes a escrever livros e mais livros, sofregamente, uns cada vez mais parecidos com os outros. Freqüentemente, vence pelo cansaço e acorda consagrado internacionalmente. Pertence ao quadro deste complexo sonhar com o Nobel. Alguns têm frenesis em que se imaginam traduzidos para 18 idiomas.
MAL DE ROSA - Só faz vítimas entre membros do Corpo Diplomático.
SÍNDROME DE BORGES - O escritor-paciente imagina-se dentro de um livro, atacado por citações, vidas de outros séculos. Para o paciente afetado desta moléstia, o céu não tem estrelas. Tem asteriscos.
MAL DE DRUMMOND - Apenas uma variante do Complexo de Machado de Assis.
ATAQUE A JOÃO ANTÔNIO - Os acometidos desse mal crêem-se jogadores de sinuca, malandros da noite e velhos boêmios. Alguns tentam se parecer com Adoniram Barbosa. Quando alguém disser "literatura é um corpo-a-corpo com a vida", esteja certo: ali está alguém sofrendo do Mal de João Antônio. Vivem normalmente de uma dieta de Górki e Lima Barreto. O melhor modo de curá-los é convidá-los para uma partida de sinuca.
PARALISIA CABRALINA - Súbito enrijecimento do nervo poético, causado por leituras intensivas da obra de João Cabral de Mello Neto. O cabra da peste acometido desse mal começa a ver tudo em quadrinhos e a só reconhecer rimas toantes. Nos casos mais graves, desenvolve pedras nos rins, na bexiga, e na veia. Apresenta tendências para a litogravura, a marmoraria, ou coleciona cristais. Tem o coração de pedra, e só se comove com agrestes, caatingas e canaviais pernambucanos. Normamelnte, leva uma vida e morte severina.
por paulo leminski
do livro ensaios e anseios crípticos
23 de set. de 2008
frON THE ROCKS antigos
Nossa poesia eh descartável, desdentada, alienada e analfabeta funcional. Eh lixo. Como qualquer subproduto do sistema, pode ser reciclada e transformada em outros produtos, poluir rios, nascentes, lençóis freáticos, ilustrar rótulos de garrafas, marcas de cerveja, ser distribuída em sinais de trânsito, vir como encarte de jornal de domingo, em caixas de leite, ou na sua marca de cigarro preferida, um banner no seu provedor de e-mail, o atendimento automatizado da sua operadora de telefonia (que nunca atende). Não temos serviço a la carte, só selveserve. Coma a vontade por apenas R$1,99 com direito a um bife.n
Uma eh totalmente grátis
Não percam essa oferta.
Poecard o seu cartão
De infidelidade.
Smile !
Acima do Bem e do Mal
Está o céu.
Acima do céu
Está a lua.
Acima da lua
Estão as estrelas.
Acima das estrelas
Está o universo.
Acima do universo
Está Deus.
Acima de Deus
Está a cobertura. ( tem até piscina )
Chegou o caminhão da poesia
Traz a bacia minha senhora.
Só um real deiz poesia
Não precisa empurrar
Tem pra todo mundo.
Para adolescentes da média classe
Minha empregada eh melhor
Que minha mãe
Faz o rango e não enche o saco!
Qualquer caixa eletrônico eh melhor
Que meu pai
Dá o dinheiro e não pergunta pra quê!
Qualquer site pornô eh melhor
Que minha namorada
Gozo sem camisinha nem cineminha!
Só um minutinho porque meu celular
Está tocando
TCHAU
Eu não tenho mãe
Eu não tenho pai
Queria pedir a ajuda
Do senhor e da senhora
Pra comprar aroiz e
Feijãos para ajudar
Meus irmão.
Aceito vale transporte
Obrigado.
Quem pegar essa poesia
Deve fazer treiz copia
E distribuir para
Ter dinheiro e sorte
São Cosme e Damião
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Tapioca x Cornflakes
A trajetória da mandioca
subversiva contra o
imperialismo do milho transgênico
SENAC
(Serviço Nacional de Apredizagem Comercial)
Certifica
Que Alessandro Brito Carvalho
participou do curso de vendedor
com 75 horas.
CURRÍCULO
· O comércio como atividade econômica
· Organização da empresa
·Etapas de venda
·Conhecimento do produto
· Motivadores de venda
· Técnicas de abordagem
· Motivos de compra
· Técnica de demonstração
· Objeções na venda
· Técnicas para realizar vendas adicionais
· Relações humanas para vendedores
Não utilize esta poesia
Para outros fins
Proibida a leitura
Reprodução e radiodifusão
De qualquer poesia acima
Sem a prévia autorização do Autor.
Obs. : Sujeito a penalidades
Previstas em lei
Cod. Penal Lei n 3.676
Art. 27
19 de set. de 2008
saca a rolha
tá com o saco cheio de tentar prender a atenção de seus alunos nas aulas de literatura??? corra pro www.livroclip.com.br/
15 de set. de 2008
safra rara
- Deixa ver. Mas isso não é.
- Como não é? Claro que é.
- Tem certeza?
- Eu conheço uma parte pudenta quando vejo, meu caro. Bolinha nela.
por luis fernando veríssimo
publicado na Folha de S. Paulo em 09/01/1982
10 de set. de 2008
8 de set. de 2008
saca a rolha
divirtam-se ao extremo...
www.jambolada.com.br - programação, nutiças, uns treim misturado lá, etcétera...
7 de set. de 2008
safra rara
3 de set. de 2008
frON THE ROCKS antigos
folhas mortas
ensopadas pela chuva
sapatos no jardim
meia dúzia de gatos pingados
por rodrigo basi
31 de ago. de 2008
29 de ago. de 2008
27 de ago. de 2008
safra rara
por paulo leminski publicado na Folha de S. Paulo em 1/5/1985
24 de ago. de 2008
saca a rolha
paulo leminski hoje sopraria 64 velinhas e com certeza ainda acreditaria em poesia.
"Literatura" é uma das coisas mais frágeis deste planeta. Por isso, nas bibliotecas, existe, sempre, uma placa, exigindo: SILÊNCIO, como nos hospitais.
do livro ensaios e anseios crípticos
23 de ago. de 2008
são poucas as coisas que deixam seu encantamento. vivo de coisas perecíveis. como com os olhos, mastigo rápido, um defeito meu. guardo nada pra depois. bom mesmo é sangue quente. meu tempo corre contra a validade. um pé após o outro. arrivederci! não acredito em pecados. não invento fardos. o caminhar é leve pra quem voa sem pensar.
sou cruel com as pessoas e fiel aos meus instintos. nem faço gesto de desculpa e muito menos sinto culpa. e assim por outros ângulos sou um palhaço de piadas mal amadas, sem aplausos, sem nada. mas abro a janela, olho pro céu e sei que sou um astro. levanto meus braços tentando alcançar o infinito. o infinito é que me encanta! não tem data pra expirar. então continuo minhas ultrapassagens, meus atropelamentos e por isso faço da morte a última placa a ser lida, a estrada mais dolorida que tenho que pegar. amémprocêtamém!
por geórgia teixeira
20 de ago. de 2008
18 de ago. de 2008
17 de ago. de 2008
11 de ago. de 2008
10 de ago. de 2008
8 de ago. de 2008
4 de ago. de 2008
meia volta, volver!
fomos querendo voltar e cá estamos porque poetar é nosso lar.
se tu poetas
estamos de portas abertas
poesia
prosa
são como a aorta
pulsam idéias
transportam palavras
oxigenam a imaginação











